A semeadura é livre, porém...
Certa vez, Adalberto, um homem muito rico, educado e bem nascido, refletia em seu quarto do porquê tantas injustiças no mundo.
Sentia- se feliz, mas ao mesmo tempo triste, por ser bem de vida, saudável, e com uma família linda. Não entendia o porquê de tantos sofrimentos alheios.
Perguntava- se muitas vezes por que era merecedor desse privilégio. Algumas vezes, se isolava e rezava pelos pobres e sofredores.
Tinha uma empresa próspera. Empregava muita gente. Pais e mães de famílias. Era justo, simpático e humilde . Conversava com as pessoas.
Um dia, Adalberto presenciou um de seus funcionários levando para casa algo que não era dele. Pertencia a empresa.
Chamou o empregado em seu escritório e comecou a perguntar:
- Você é feliz aqui nessa empresa?
O homem sem entender nada, respondeu:
- Sou sim.
- Ha quanto tempo trabalha aqui? continuou Adalberto.
O funcionário responde:
- Uns seis meses mais ou menos.
- Ah! Então é por isso que está me roubando?
O homem descorou completamente, mas tentou justificar contando sua história:
- Não pense mal de mim senhor. Não posso perder esse trabalho. Minha família depende de mim.
Tenho 3 filhos. O mais velho quer trabalhar, estudar e ser alguém na vida. Eu não consigo ajudar.
Adalberto quase comovido explica:
- Devia ter pensado nisso antes.
- Eles não merecem senhor. Sou um homem infeliz! Nada dá certo pra mim. No meu último trabalho foi a mesma coisa.
- O que você sugere que eu faca?
- Empregue meu filho senhor. Ele não merece passar por essa humilhação novamente.
Adalberto refletiu e disse:
-Traga- o aqui amanhã, e conversaremos.
O empregado então, trouxe seu filho no outro dia. Menino tímido, mas que exalava sede por trabalhar e ter uma oportunidade.
Os três reunidos no escritório , e Adalberto pede para que o funcionário explique a seu filho o que acontecera.
O menino envergonhado chorou e pediu:
- Por favor, não denuncie meu pai. Ele vai aprender a não fazer mais isso.
Adalberto comovido, despediu o pai e contratou o filho.
O menino/homem, se tornou um braço direito do novo patrão, e sempre ajudava seus pais.
Já seu pai, ainda não tinha aprendido.
Muitas colheitas ainda viriam...
Estamos em aprendizado constante..mais uma linda mensagem gratidão vó Benedita
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